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Como estrelas na Terra

Como estrelas na Terra

10
Nov19

será assim que chegam as doenças?


Maria Oliveira

resfriado escorre quando o corpo não chora.

dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.

estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

diabetes invade quando a solidão dói.

corpo engorda quando a insatisfação aperta.

dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.

coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

peito aperta quando o orgulho escraviza.

coração enfarta quando chega a ingratidão.

A tensão arterial sobe quando o medo aprisiona.

As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.

febre sobe quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Fonte : paroquiadequeijas.net
05
Nov19

vamos lá inverter a sociedade -tratamento dos idosos em "regime" de delinquentes e vice versa


Maria Oliveira

E por que não colocar os nossos anciãos nas cadeias e os delinquentes fechados nas casas de idosos!

– Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a um duche, lazer, passeios;
– Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a loiça, arrumar a casa, lavar a roupa, etc....;
– Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita;
– Estariam permanentemente acompanhados;
– Teriam refeições quentes, e a horas;
– Não teriam que pagar renda pelo seu alojamento;
– Teriam direito a vigilância permanente por vídeo, pelo que receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência. E sem pagar um tuste...;
– As suas camas seriam mudadas duas vezes por semana, e a roupa lavada e passada com regularidade;
– Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia a correspondência directamente em mão;
– Teriam um local para receberem a família e outras visitas;
– Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física/espiritual;
– Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formador instalações e equipamento gratuitos;
– Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupa e produtos de higiene pessoal;
– Teriam assistência jurídica gratuita;
– Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios, acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefónicas na rede fixa;
– Teriam um secretariado de apoio, Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Amnistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas;
– O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados;
– Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos por Portugal.

Por outro lado, nas casas dos idosos:
– Os delinquentes viveriam numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos;
– Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas;
– Teriam que tratar da sua própria roupa;
– Viveriam sós e sem vigilância;
– Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse;
– De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados;
– Se morressem, poderiam ficar semanas, meses ou até anos, até alguém os encontrar;
– As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância;
– Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica;
– Não teriam ninguém a quem se queixar;
– Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha;
– Passariam frio no Inverno porque a sua pensão de velhice não chegaria para o aquecimento;
– O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas, o Goucha ou a Júlia na televisão. 

(Texto anónimo)

Fonte : paroquiaquijas.net

03
Nov19

A morte não é nada


Maria Oliveira

 A  morte não é nada.
Apenas passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.

Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.

Que o meu nome se pronuncie em casa,
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.

Porque estaria eu fora dos teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.

Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca as tuas lágrimas e, se me amas,
não chores mais.

[Henry Scott-Holland, in "Death the King of Terrors" (adaptação)]