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Como estrelas na Terra

Não tens mesmo desculpa pois se até a escuridão da noite se serve das estrelas; Nunca está tudo perdido, nunca nada é tão negro: a luz de uma estrela será sempre uma luz de esperança!

Não tens mesmo desculpa pois se até a escuridão da noite se serve das estrelas; Nunca está tudo perdido, nunca nada é tão negro: a luz de uma estrela será sempre uma luz de esperança!

Como estrelas na Terra

25
Jan18

e ainda a SuperNanny....


Maria Oliveira

       Não vi o programa e também não venho criticar ; o que posso dizer do que li sobre toda a polémica em volta da SuperNanny, é que acredito  que é preciso muito desespero dos pais para os levar a expor as suas famílias e sua forma de educar ; Não acredito que sejam motivações económicas pois considero que uma coisa é os adultos irem se expor para as casas dos segredos e big brothers , outra, é expor os nossos filhos e não haveria dinheiro que me convencesse a fazê-lo; Seria um "atentado" à liberdade  de quem não tem poder de decisão, quando se tratam de crianças pequenas ; Que o programa possa ajudar muitos pais e crianças , acredito que sim; Muitos revêm -se nessas situações , não se sentem sozinhos nessa luta e quem sabe possam aprender algo; 

    Pena é que isto seja um programa de televisão e não existam imensas  "supernannys" pagas pelo Estado, que possam ajudar milhares de pais que se deparam com tremendas dificuldades na educação dos seus filhos e não podem pagar ajuda de um psiólogo ou terapeuta;  muitos sujeitam se a lista de espera quando encaminhados pelos centros de saúde; 

      Talvez o que choque a maioria das pessoas que estão contra , seja a "exploração" destas situações com objetivo de audiências de um canal televisivo, porque envolvem crianças e quem sabe se comprometa o futuro delas de alguma forma;      

         Acredito que a maioria dos pais, faz o melhor que pode: ajudam , protegem e orientam os seus filhos; talvez o que falte, seja dar lhes espaço para "serem"; Incluimos na educação que damos aos nossos filhos, as regras que aprendemos e os valores que temos e pensamos sempre que estamos a fazer o melhor para eles e tentamos evitar ao máximo que sofram ; Estaremos corretos?

   Existem imensos livros sobre o tema da educação, mas  recorda me agora um de Eckart Tolle -Um Novo Mundo, (que embora sendo um livro espiritual sobre o despertar da consciência ,  ele também escreve sobre como educar com consciência) num capitulo que  me chamou a atenção : " Muitas crianças guardam secretamente a ira e mágoa que sentem em relação aos pais e geralmente a causa é a falta de autenticidade que existe na relação deles; as crianças anseiam que os pais estejam presentes como seres humanos, não como papéis,,, Podemos estar a dar o nosso melhor e fazer as coisas certas mas isso não chega, Na realidade , fazer nunca é o suficiente se negligenciamos o Ser; ...Como se traz o Ser para o seio de uma familia atarefada  para a nossa relação com os filhos? o segredo é dar lhes atenção!"

    Segundo o autor, existem 2 tipos de atenção , uma baseada na forma e outra informe : a que é baseada na forma está sempre relacionada com o ato de fazer ou de avaliar,por exemplo quando ordenamos diariamente : "Come  a sopa  ..., Ja fizeste os trabahos de casa? Já arrumaste o teu quarto? Lava os dentes ! Despacha te , o autocarro já esta a chegar ...! , Anda, veste te , depressa, corre etc, etc.... Esta atenção é claramente necessária e ocupa o seu lugar!  Mas não pode ser a unica atenção que damos aos nossos filhos! Não devemos permitir  que a dimensão do Ser, fique encoberta pelo "fazer" e "ter" e pelas "preocupações do mundo" , como disse Jesus;  quando olhamos, ouvimos, ajudamos os nossos filhos com diversas coisas, devemos estar alerta, serenos, completamente "presentes" no momento, evitando outros pensamentos ; Se é momento de estar com o filho, que seja um momento de "Ser" : Seremos presença para os nosso filhos e não apenas um pai ou uma mãe; Seremos o Ser que existe por detrás do fazer! Esta é atenção informe; 

  Concordo plenamente com o autor, acho que a atenção que damos, é muitas vezes superficial e vazia, estamos sempre com mil e uma preocupações na cabeça , e fingimos que os escutamos e que nos preocupamos, mas a nossa mente anda longe e os filhos sentem isso! E assim passam -se dias , meses e anos; E nós pais, sabemos e sentimos essa nossa ausência "invisivel" e compensamo- los com mil e uma coisa,para alívio da nossa consciência, mas que nada irá resolver; O momento em que deveriamos "ser" já lá vai ... e não volta; 

 

 

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