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Como estrelas na Terra

Espaço de pensamentos, divagações, reflexões, crescimento pessoal e espiritual, ilusões, sonhos, livros,emoções, filmes, poemas, canções;Para que nos sintamos como estrelas na Terra

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Como estrelas na Terra

28
Mai18

Adolescentes e tecnologias


Maria Oliveira

Às vezes, os adolescentes podem procurar na tecnologia a segurança que não conseguem encontrar em si mesmos

 As novas tecnologias de hoje são excelentes, porque melhoram a vida das pessoas. O problema surge de um uso prejudicial da internet – um uso negativo, ao qual as pessoas mais jovens são mais vulneráveis, já que estão no meio do processo de formação de sua personalidade adulta, e porque, para os adolescentes de hoje, o mundo virtual é tão real quanto os relacionamentos físicos face a face.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que uma em cada quatro pessoas sofre de transtornos comportamentais ligados a essas novas tecnologias.

As tecnologias de comunicação de hoje oferecem aos adolescentes a possibilidade de se perderem em um mundo de fantasia para fugir da monotonia do cotidiano. Isso cria um paradoxo: através das redes sociais e da internet em geral, os adolescentes não se apresentam como realmente são; em vez disso, eles projetam uma imagem artificial de si mesmos, o que reflete baixa autoestima.

As mudanças físicas e psicológicas que os adolescentes experimentam podem deixá-los emocionalmente inseguros. Consequentemente, às vezes os adolescentes podem procurar na tecnologia a segurança que eles não conseguem encontrar em si mesmos.

O ambiente familiar também influencia os hábitos que uma criança adquire e que se manifestam durante a adolescência. Em alguns casos, um vício em tecnologia pode ser causado por um problema preexistente, que precisa ser identificado. Por exemplo, a solidão e a falta de amigos pode levar um jovem a se refugiar na tecnologia.

No final da década de 1980 e durante a década de 1990, surgiu um fenômeno no Japão que se chamou “hikikomori”. Isso se refere aos mais de dois milhões de casos relatados de adolescentes que se fecharam em seus quartos e, entre outras coisas, só interagiram através da internet. “Hikikomori”, literalmente, significa “isolado em casa”. Refere-se a uma forma de isolamento social caracterizada pela rejeição de cada iniciativa cujo objetivo seja deixar o quarto ou a residência.

Alguns sintomas de dependência

Muitos pais se perguntam se seus filhos são viciados em internet e se isso pode levar a problemas de vários tipos. Aqui estão os sintomas ou sinais de alerta que podem ajudá-lo a identificar um possível vício em internet.

  • A pessoa acaba isolada da família, fechando-se em si mesma porque ela constantemente pensa em se conectar à internet sempre que tiver tempo livre.
  • A rotina diária do jovem muda de tal forma que tudo ocupa o segundo lugar em relação ao seu interesse pela internet, que se torna o centro de sua vida.
  • O caráter da pessoa muda, tornando-se irritável e sujeito a mudanças de humor repentinas. Ela mostra menos interesse nas relações sociais e age de forma ausente e distante durante atividades grupais.
  • A pessoa sofre de ansiedade se não pode se conectar à internet e age como se isso fosse uma tragédia. Além disso, alguém com dependência em internet geralmente exibe um desempenho acadêmico fraco.

Algumas sugestões sobre o que fazer se seu filho ou filha adolescente for viciado em internet:

  • Coloque o computador em uma área compartilhada da casa, como a sala de estar. Os pais cometem o erro de colocá-lo no quarto dos filhos, o que torna mais difícil para eles saber o que seus filhos estão fazendo na internet e ajudá-los a gerenciar o tempo gasto com isso.
  • Ensine seus filhos sobre como usar a internet de forma construtiva. Informe-os sobre o quão importante é proteger suas vidas privadas e evitar a publicação de fotografias pessoais nas redes sociais.
  • Fale com seus filhos adolescentes sobre esta situação para que você possa ajudá-los a perceber que algo está errado. A comunicação melhora as relações familiares e a saúde emocional dos membros da família.
  • Inicialmente, imponha um horário para que seus filhos possam aprender a usar o computador e a internet como ferramenta útil, de forma equilibrada e racional. A maneira mais eficaz de fazer isso é estimulando seus filhos com outros tipos de atividades para que elas focalizem suas mentes em outros interesses. Quando você detecta o vício na Internet, é importante agir com rapidez e eficácia.

Na área da educação, o melhor remédio é sempre a prevenção. É altamente recomendável que você fique perto de seus filhos desde o início para que você possa dar-lhes dicas sobre como usar essas novas tecnologias corretamente.

 

de Javier Fiz Perez

09
Abr18

Como “desarmar” a birra de um filho


Maria Oliveira

Hoje deixo-vos um relato de uma mãe que seguiu  uma dica da psicóloga Sally Neuberger sobre lidar com as birras dos filhos  e que achei interessante ; Espero que vos seja util também; 

 " A psicóloga me explicou que precisamos fazer a criança se sentir respeitada, no sentido de darmos valor ao que elas estão sentindo. E assim, na hora de uma crise, seja porque motivo for, uma criança a partir dos 5 anos de idade precisa ser atendida no sentido de pensar e achar a resposta sobre o que está acontecendo com ela. Esta nossa valorização sobre o que ela está passando e ao mesmo tempo o fato de incluí-la na solução da questão desmonta a criação de caso.

De forma mais objetiva: quando um chilique começar – seja porque o braço da boneca saiu do lugar, seja porque está na hora de dormir, seja porque o dever de casa não saiu do jeito que ela queria, seja porque ela não quer fazer uma tarefa – seja o motivo que for, podemos fazer a seguinte pergunta para a criança, olhando nos olhos dela e com bastante calma: “Isto é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

Aqueles momentos pensando a respeito do que está acontecendo à sua volta, sinceramente, pelo menos aqui em casa, se tornaram mágicos. E todas as vezes que faço a pergunta e ela responde, a gente dá um jeito de resolver o problema a partir da percepção dela de onde buscar a solução. Um pequeno, sempre é rápido e tranquilo de resolver. Algum que ela considera médio, muito provavelmente será resolvido mas não na mesma hora e ela vai entender que há coisas que precisam de algum desdobramento para acontecer. Se um problema for grave – e obviamente que grave na cabeça de uma criança não pode ser algo a ser desprezado mesmo que para a gente pareça bobo – talvez seja preciso mais conversa e atenção para ela entender que há coisas que não saem exatamente como a gente quer.

Eu poderia dar vários exemplos onde tenho usado esta perguntinha nos últimos tempos. Um deles foi na hora de escolher a roupa para ir a escola (aqui não tem uniforme) e muitas vezes minha filha faz aquela cena para escolher a roupa, especialmente agora em que é preciso usar roupa de frio. Pra resumir: ela queria uma calça, a preferida dela estava lavando, começou o chororô e eu firme: Alice, isso é um problema grande, médio ou pequeno? Ela, sem graça, olhando para mim, falou baixinho: “Pequeno”. E eu mais uma vez expliquei que já sabíamos que problemas pequenos são fáceis de resolver. Pedi sugestão de como resolveríamos aquele problema pequeno (aprendi que é importante dar tempo para ela pensar e responder) e ela: “Escolhendo outra calça”.  E eu acrescentei: “E você tem mais de uma calça para escolher”. Ela sorriu e foi buscar outra calça. Dei meus parabéns por ela ter resolvido o próprio problema porque, claro, valorizar a solução é uma parte imprescindível para fechar a história.

Eu não acho que existe milagre na criação dos filhos. Outro dia estava pensando o quanto é uma verdadeira saga essa missão de colocar gente no mundo: atravessar todas as fases, trilhar caminhos que às vezes nos fazem cair em emboscadas, ter a humildade de voltar atrás para resgatar outra trilha. Este texto é sinceramente uma vontade grande de compartilhar uma luz que apareceu na minha estrada de mãe e eu espero de coração que sirva pra você também" 

    (Retirado de tudo sobreminhamae.com)