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Como estrelas na Terra

Como estrelas na Terra

05
Dez19

Qual a finalidade da Vida ? (Breve Reflexão de José Pereira Coutinho)´


Maria Oliveira

Partilho este texto , (que já tens uns aninhos) , que sempre me vem à memória quando penso no futuro que estamos a criar para as próximas gerações e também quando penso qual a finalidade da minha caminhada no mundo.... ; 

O Fim último da Vida não é a Excelência mas sim a Felicidade

      "Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo à volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e apesar da benesse, não levam vidas descansadas.   Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três anos, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

     Eis a ideologia criminosa que se instalou nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais uns atrás dos outros em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho ou a esposa de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

    Não admira que até 2020 um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos mais queremos. Quanto mais queremos mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência mas sim a Felicidade."

By José Pereira Coutinho, Nov 2008

08
Jun18

Felicidade ou Alegria , será a mesma coisa ?


Maria Oliveira

    O filósofo alemão, Immanuel Kant, considera a felicidade uma “condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida, tudo acontece de acordo com seu desejo e vontade”.A alegria, por sua vez, pode ser momentânea. É o transbordamento da felicidade e está relacionada a um fato ou uma ação positiva. Os momentos de alegria podem gerar picos de felicidade, é considerada a manifestação ativa da felicidade. A alegria é contagiante. Você já ouviu falar de pessoas que alegram os ambientes? Essa reação costuma conquistar a empatia de todos em volta.   

Segundo a psicóloga, Lizandra Arita é preciso compreender que alguém pode estar feliz, mas não necessariamente alegre. Essas emoções nem sempre estão relacionadas. Existem pessoas que vivem sorrindo, parecem contentes, mas ainda assim não se consideram felizes. “Elas estão alegres. Isso porque a alegria vem do verbo “estar”, é um estado, algo momentâneo e passageiro, que vai e vem e tem relação com o comportamento das pessoas e os ambientes onde estamos”, explica.

Já a felicidade é algo que está dentro de cada um e tem a ver com ser. “Eu sou feliz”. “Felicidade é conquistada quando se está em paz consigo mesmo, quando o indivíduo está certo de quem ele é, tem convicção de suas crenças e é seguro em seus valores”, acrescenta a especialista.Dentro da espiritualidade cristã, Deus é a própria Felicidade, pois Ele é a Realização Plena do Ser e a felicidade consiste em realizar-se plenamente.

Atenção: a felicidade não consiste em “ter-se realizado plenamente” – ela consiste em “realizar-se plenamente”, em “estar-se realizando plenamente”. A felicidade é um processo em andamento, é um agora, é um hoje, e não o efeito estático de um “ontem ideal”. Deus é Felicidade Plena porque Deus É – sempre! E nós podemos ser felizes ao participar o mais plenamente possível do ato de ser (e ser é muito mais que ter, fazer, saber…).

Felicidade, portanto, tem a ver com a intensidade com que somos.

Por isso mesmo, nem sempre a felicidade se manifesta de maneira “festiva” e exteriormente “exultante”: muitas vezes, nossos sentimentos podem estar “em baixa”, com as típicas e naturais variações do humor que afetam todo ser humano. Acontece que a felicidade não é um “sentimento”, nem um quadro médico de perfeito equilíbrio dos hormônios ou dos neurotransmissores: a felicidade é uma atitude consciente, é uma decisão consciente de vida, é a postura de quem reconhece com realismo, serenidade e maturidade que está em processo contínuo de “realizar-se”, de crescer no próprio ser, inclusive em meio às provações e dificuldades mais desafiadoras.

Mesmo nos momentos de profundo desânimo sentimental, nos quais a “sensação” de alegria se apaga em trevas espessas, a pessoa que é feliz em seu espírito e em sua consciência se mantém serena, estável: ela enfrenta com determinação e força as “sabotagens” do humor e dos sentimentos, pois não perde de vista a constatação objetiva de que as circunstâncias externas serão sempre variáveis – e de que é nelas que exercitamos, vivencialmente, o ato presente de ser, de “realizar-nos”, o ato presente de escolher livremente, agora, entre aquilo que importa de verdade (ser) e aquilo que é auxiliar (ter, saber, fazer…).

A felicidade é uma questão de perspectiva no momento presente; é uma atitude positiva e decidida, sempre no agora, de aprendizado, de escolha, de crescimento, de superação e de aperfeiçoamento contínuo, quaisquer que sejam as circunstâncias; a felicidade não é um distante e abstrato ponto futuro de chegada: a felicidade é o próprio trajeto, é o próprio processo de realizar-se, consciente e perseverante. Agora. Não ontem, nem amanhã.

É claro que também há momentos, e são muitos, nos quais a felicidade coincide com a alegria – mas felicidade e alegria não são a mesma coisa. Alegria é um estado de bom humor, de sentimentos “leves”; por isso mesmo, é uma “sensação” que vai e vem. Aproveite os momentos de alegria e seja grato por experimentá-los. Mas, para a sua felicidade verdadeira, não os confunda com… a felicidade verdadeira.

 

fonte : Francisco Veneto - Aleteia