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Como estrelas na Terra

Espaço de pensamentos, divagações, reflexões, crescimento pessoal e espiritual, ilusões, sonhos, livros,emoções, filmes, poemas, canções;Para que nos sintamos como estrelas na Terra

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Como estrelas na Terra

21
Mai18

"Bora" Motivar a criançada


Maria Oliveira

    Já sou mãe há 15 anos e uma das coisas que me "pesa" é sentir que poderia ter ajudado mais as minhas filhas na infância para que hoje se sentissem mais confiantes e seguras de si; Dei conta disso  e tenho me esforçado para que se tornem umas jovens e adultas firmes na sua caminhada; estou a tentar recuperar o tempo .... ; Preocupa-me o facto de elas se entusiasmarem de inicio com alguma atividade extra escolar como  a música e a dança e depois desistirem; Porque não se motivam como os outros colegas em desenvolver outras capacidades?

Serei eu que estou a falhar em alguma coisa? 

Gosto muito de ler os artigos de Javier Fiz Pérez (Psicólogo, professor de Psicologia na Universidade Europeia de Roma, delegado para o Desenvolvimento Científico Internacional e responsável pela Área de Desenvolvimento Científico do Instituto Europeu de Psicologia Positiva )   e já me tem ajudado a compreender comportamentos e emoções e a saber gerir situações que vão surgindo; Por isso hoje partilho mais um artigo deste autor, sobre como motivar os nossos filhos; Segundo ele, a  motivação é fundamental para realizar qualquer atividade com interesse e entusiasmo e para os pais, essa é uma verdade importante quando se trata de educar os nossos  filhos – motivá-los é fundamental para o processo de aprendizado.Se as crianças se sentirem motivadas, estarão mais dispostas a aprender, a se envolver e a se esforçar para alcançar uma meta específica.

É muito importante trabalhar com a motivação dos filhos, começando em casa, para que eles consigam atingir os objetivos que estabeleceram para si mesmos, agora e no futuro, desde as tarefas diárias mais simples até desafios muito maiores.

E como motivá-los então ?

1 - Estimule a imaginação
Como pai ou mãe, você é responsável por ajudar seus filhos a crescerem com a sensação de que, com esforço, entusiasmo e interesse, eles podem obter o que desejam. Uma boa maneira de começar a motivá-los é contar histórias, começando na primeira infância. Esta é uma ferramenta muito útil para motivá-los e fazê-los se sentir entusiasmados em fazer as coisas. As histórias podem ter uma forte influência no comportamento das crianças, se você as usar para apresentar modelos positivos de como viver

 

2 - Ensine-os a se identificar com você
Conte-lhes sobre as experiências que você teve quando era jovem, porque não há nada melhor do que experiências pessoais para fazer seus filhos ouvirem e se identificarem com você.
Você vai ganhar a empatia deles e ajudá-los a entender que você foi uma criança também, e que você sabe como é. É muito importante ter uma atitude positiva, feliz e entusiástica; seus filhos devem ver e sentir que a vida deve ser desfrutada e vivida de maneira feliz.
Uma boa atitude em relação à vida pode tornar muitos sonhos realidade. Esta é a melhor base para uma motivação saudáve
 
3. Valorize o esforço deles
 Preste atenção ao que eles fazem para que você possa demonstrar que aprecia seus esforços, mesmo que eles não obtenham os resultados desejados. Você precisa reconhecer e reforçar o comportamento positivo da criança, para que ela continue lutando até atingir seu objetivo.
Se eles perceberem que você os apoia, os ama e os parabeniza, eles se sentirão fortes e motivados para continuar em frente e melhorar. É muito importante que você explique claramente as razões para fazer as coisas. 
Lembre-se de que seus filhos são pessoas e que o processo de aprendizagem deles depende, em parte, de seu esforço. Quanto melhor você explicar as razões para fazer as coisas, melhor eles entenderão, e mais intensamente eles se sentirão motivados a fazê-las.
 
4 - Dê a eles tarefas realizáveis
Ao lidar com tarefas complicadas, é uma boa ideia definir objetivos de curto prazo que sejam simples e viáveis ​​para que seus filhos não fiquem entediados no meio do processo.
Para que seus filhos se sintam motivados, é importante que eles entendam que um erro não é um fracasso, mas sim uma oportunidade de melhorar e combater a adversidade.
Eles precisam entender que a vida é um processo contínuo de aprendizado e que não há necessidade de temer cometer erros. O importante é nunca deixar de fazer um esforço para atingir seus objetivos. Este princípio é essencial se quisermos plantar sementes de autoconfiança em nossos filhos.
 
5 - Envolva-os adequadamente na tomada de decisão
Se os filhos se sentem ativos em uma tomada de decisão, percebendo que sua opinião é importante, eles vão gostar de se envolver. Se você quer que seu filho se envolva em algo de que ele não gosta, você precisa ajudá-lo a entender o porquê e explicar-lhe as razões, dando-lhe tempo suficiente para assimilá-las.
 
A melhor maneira de ensinar nossos filhos a viver é dando-lhes um bom exemplo. As crianças assistem a seus pais de perto. O que dizemos a elas conta muito, mas o que transmitimos a elas através do nosso comportamento significa dez vezes mais
 
Javier Fiz Pérez
07
Mai18

Para de tentar ser uma mãe perfeita - PARTE II


Maria Oliveira

Olá pessoal;  Hoje partilho a continuação do post da semana passada sobre sermos mamãs perfeitas; Envio mais umas ideias para nos ajudar a nós enquanto mães e que influenciam positivamente na educação dos nossos meninos; 

5. Escuta as crianças. Mas escuta mesmo. Nós temos a tendência a acreditar que sabemos mais que nossos filhos - o que é verdade muitas vezes. Mas acabamos ignorando-os,  para agir como se a solução de todos os problemas estivesse em nossos conselhos. Há alguns meses, minha filha de 8 anos me contou que estava tendo problemas com uns colegas da escola. Imediatamente eu comecei a despejar conselhos nela. Ela ficou decepcionada. Na verdade não queria conselhos, queria apenas poder falar e ser ouvida.

6. Seja a mãe dos seus filhos, não a "amiguinha". Imponha limites. Nossos pais e avós não tinham nenhum problema em impor limites. Pais eram pais. Filhos eram filhos. E os pais deviam ser obedecidos. Hoje em dia, famílias são democracias. Negociamos, convencemos o outro do contrário, e escutamos a opinião de todo mundo. E apesar de isso fazer dos pais, uns tipos porreiros, , as crianças precisam que nós continuemos exercendo nossos papéis de pai e mãe e que imponhamos limites quando necessário.  Nós devemos escutá-los e respeitar suas opiniões mas nós não somos pares, não somos seus "buddies". Quando eu era criança e brigava com a minha mãe, eu sempre a ameaçava com um: "Então eu não serei mais sua amiga!" . Ela respondia com toda a calma do mundo: "Tudo bem, porque você não é minha amiga. Você é minha filha." Eu ficava louca com a minha mãe, mas ela tinha razão.

7. Prega a simplicidade. Fazes um grande favor aos teus filhos se os ensinas desde pequenos, que a felicidade não tem nada a ver com o o acumular de coisas materiais. Quanto mais novos eles são, mais propensos estão a escutar, então começa o quanto antes. .

8. Não pressiones demais as crianças.  Queremos que nossos filhos sejam bem sucedidos.Que eles atinjam o potencial máximo deles e tenham segurança financeira no futuro. Mas sem stress , sem exigências ou cobranças impensáveis;

9.  Ajuda -os a desenvolver autoestima. Autoestima é uma das coisas mais bacanas que podemos deixar de legado para nossos filhos. Uma pessoa com uma autoestima bem elaborada não vai entrar e/ou ficar num relacionamento falhado;  Alguém que se ama provavelmente terá mais chances de ser feliz e atingir seu potencial. E como podemos ajudá-los a virarem seres autoconfiantes? Antes de mais nada mostrando a eles que nós os valorizamos: passando tempo com eles, conversando e escutando o que eles têm a dizer.

10. Ensina -os a serem independentes. O que é por vezes se torna bem dificil,  porque como mães, estamos sempre tentadas a ajudar as crianças. Mas se sempre fizermos tudo por eles, estamos impedindo que eles aprendam a fazer coisas sozinhos. E para cada idade e nível de desenvolvimento existem coisas que podem ser feitas por eles mesmos. Deixa as crianças livres para fazerem o que elas sabem fazer e o que é apropriado para suas idades.

11. Diverte te .  Sendo mãe é tão fácil ser absorvida pelo quotidiano e por toda a logística que temos que coordenar para as coisas funcionarem, que nos esquecemos de relaxar e divertir. Ter crianças é uma oportunidade de ser criança outra vez,  de fazer e ver coisas que  nunca achavas que ias fazer de novo, de encarar o mundo com inocência e curiosidade. 

 

Beijinho e boa semana; 

 

Esse texto é uma tradução livre de um trecho do post "How to be a great mother - 12 awesome tips" do blog zen habits. O texto original em inglês é de Vered DeLeeuw. 

30
Abr18

Para de tentar ser uma mãe perfeita - PARTE I


Maria Oliveira

     Sei que muitas de nós, que somos mães , já passamos  por muitas situações frustrantes, desgastantes, que nos fizeram questionar / duvidar da nossa competência para sermos mães? mas será que isso existe? isso de termos competência ou não? Não há universidade nenhuma que te valide ou te certifique isso; Só se for a da  Vida; Mas essas experiências menos positivas fazem precisamente parte do nosso crescimento pessoal enquanto seres humanos e enquanto pais;

   Já me questionei imensas vezes sobre se estarei sendo a mãe ideal, a mãe amiga, companheira, presente, perfeita??? Não não estou; tenho falhado imenso com as minhas filhas, sobretudo quanto à presença: quantas vezes estou com elas mas não estou, estou a léguas no mundo das preocupações, encargos, problemas, ansiedades,responsabilidades....; E isso tem me custado um pouco a  ultrapassar, porque já não posso voltar atrás e consertar isso; 

   Sei que os tempos são outros , talvez mais dificeis, do que no tempo de nossos pais,  para educar os filhos; Surgem cada vez mais perigos e incertezas no horizonte , mas que nada nos tire a firmeza e segurança da nossa missão; Pois o que é mais importante e mais forte do que o Amor que temos pelos nossos filhos ? O Amor , para mim é a base, independentemente de todas as nossas falhas, inseguranças, defeitos, feitios, falhas, fraquezas, limitações , valha nos o Amor! E o AMOR , esse sim, é PERFEITO!

   Entao mamãs, vamos levar esta missão com mais leveza, com mais simplicidade , mais serenidade e com menos exigências; 

Aproveito este post para vos deixar  também umas ideias que fazem toda a diferença na criação de nossos filhos, porque para eles estarem bem, temos de estar nós primeiro; Então , 

  1.  Continua sendo tu mesma. Não precisas desistir das tuas paixões e interesses só porque  és mãe. É importante que encontres tempo para fazer o que gostas: ler, escrever, praticar exercicio - faz  dessas coisas uma prioridade e arranja forma de incorporá-las no teu dia-a-dia.   Como se depois da maternidade houvesse tempo para fazer tudo que gostamos?!? ... Mas o importante é ter isso como uma meta. Mesmo que não consigas fazer tuas coisas com tanta frequência como antigamente, só o fato de te preocupares com as tuas próprias necessidades, faz de ti uma pessoa mais feliz e consequentemente  influencia também na missão de seres mãe ; 
  2. Não sejas uma mártir. Os nossos filhos não pediram para nos sacrificarmos  tanto assim. Eles não precisam disso e também não querem pagar o preço de serem criados por um mãe sofredora. Precisas  de um tempo sozinha? Deixa as crianças ver um pouco de televisão , com os avós, sai um pouco, lê um livro, faz algo agradável .... nós planeamos ;   então toca a relaxar ; Aceita que às vezes a casa vai ficar desarrumada , que as refeições serão menos saudáveis por vezes ,  e que as crianças vão ter que se ocupar sozinhas para recarregares as baterias.
  3. Livra te  da culpa. Culpa é um dos efeitos colaterais mais comuns da maternidade e não ajuda em nada: é perda de tempo e de energia. Quando tomares uma decisão, seja ela grande ou pequena, evita ficar remoendo na decisão tomada. Ninguém é perfeito. Tu não és perfeita, e irás sem dúvida, cometer erros. Se  amas os teus filhos e cuida das necessidades básicas deles, eles vão ficar bem. 
  4.  Sê paciente. Criar filhos dá mesmo muito trabalho. Eles fazem mil perguntas,  arranjam confusões, e precisam de ti o tempo todo. Claro que perdes a paciência de vez em quando, mas na maioria das vezes, respira fundo. Olha para eles como o que eles realmente são: criaturinhas inocentes que precisam do teu amparo.

 e , bom , para não ficar muito extenso, termino por aqui, na próxima semana, irei partilhar mais agumas ideias; 

Espero que vos sejam úteis 

Ideias retiradas de uma tradução livre de um trecho do post "How to be a great mother - 12 awesome tips" do blog zen habits. O texto original em inglês é de Vered DeLeeuw. 

 

 
23
Abr18

Vossos filhos não são vossos filhos


Maria Oliveira

Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia de viver por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem; 

Podeis outorgar-lhes o vosso amor, mas não vossos pensamentos.

Porque eles têm seus próprios pensamentos ,

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã,

Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com dias passados .

Vós sois os arcos dos quais os vossos filhos são arremessados como flechas vivas ....

ninho-vazio0.jpgkhalil Gibran

 

16
Abr18

Educar os filhos para o sucesso


Maria Oliveira

    Bom dia ! Mais uma semana e com certeza que teremos o sol rondando por aí..... Hoje partilho um texto sobre como educar nossos filhos rumo ao sucesso; 

" Nós temos uma tendência a acreditar que ter sucesso na vida é coisa para gente muito inteligente. Pessoas que possuem algum dom ou talento especial e que por serem “melhores” que os outros de destacam tanto na vida acadêmica como profissional. Certo? Errado! A psicóloga e pesquisadora da Universidade de Stanford, Carol Dweck, que estuda motivação e perseverança desde os anos 60 garante: focar apenas na inteligência e no talento pode deixar as crianças desmotivadas e como medo de aprender, enquanto ressaltar avanços e persistência irá produzir grandes empreendedores.

       A pesquisadora reuniu alunos do quinto ano, os dividiu aleatoriamente em dois grupos, e os fez trabalhar em problemas de um teste de QI.  Ao final do teste, ela elogiou o resultado das crianças de maneira diferente. O primeiro grupo foi elogiado por sua inteligência:  “Uau, isso é realmente uma boa pontuação. Você deve ser muito inteligente para conseguir isso”. O segundo grupo foi elogiado por seu esforço:  “Uau, isso é realmente uma boa pontuação. Você deve ter se esforçado muito para conseguir isso.”

Resultado: à medida que os exercícios propostas foram ficando mais difíceis, as crianças elogiadas pelo seu empenho continuaram confiantes e motivadas para aprender. Já as crianças elogiadas pela inteligência queriam continuar com as tarefas mais fáceis, já que com dificuldade de encontrar soluções para os problemas mais complexos, se sentiam totalmente fora da sua zona de conforto. (Afinal de contas, elas não SÃO inteligentes?)

  Em outro estudo, durante dois anos, os pesquisadores visitaram cinquenta e três famílias para registar as suas rotinas. As crianças tinham 14 meses de idade no início do estudo. Os pesquisadores, então, observaram como eram os elogios dos pais: uns enalteciam o esforço, outros os traços de caráter e ainda haviam outros que elogiavam de forma neutra como palavras como “Que bom!”, “Uau!”, “Legal”.

Depois de cinco anos estas mesmas crianças foram entrevistadas, agora com 7-8 anos de idade. A conclusão? Crianças que tinham ouvido mais elogios pela sua persistência eram as mais interessadas em desafios. Para os perserverantes o foco do trabalho deve ser em encontrar os erros cometidos ao longo do processo e em tentar corrigi-los para avançar.

Mas agora vamos ao que interessa, como podemos ajudar nossos filhos a desenvolver a capacidade e o desejo de se esforçarem?

Ficam algumas dicas práticas:

1. Estar atento ao tipo de elogio que você está fazendo. Lembre-se dos estudos citado acima. Em vez de enaltecer apenas os resultado, elogie o processo para chegar no resultado. “Que bom que você tentou diferentes estratégias para conseguir resolver isso”, ” Eu vi que você não desistiu mesmo sendo tão difícil .” “Nossa, que boa nota, seus esforços fizeram efeito!”

2. Tente estimular nos seus filhos uma mentalidade de desenvolvimento e desejo de aprender – o termo em inglês usado por Dweck é “growth mindset”. Se as crianças acreditarem que o sucesso é resultado direto do quanto são (ou não) inteligentes, a motivação para tentar se esforçar acaba, já que o sucesso está “pre-destinado” para que tentar, então?

3. Poder errar é uma benção! Não deixe que eles acreditem que fracassar é algo horrível. Pelo contrário, mostre que o erro nada mais é do que um desafio que deve ser superado. Não há razão para ter vergonha de errar, se o erro nos fará progredir. Além disso, todo mundo falha, fica confuso e se sente frágil em determinados momentos da vida – temos que ensinar nossos filhos a ficarem “numa boa” quando esses sentimentos aparecerem. Eles se tornarão pessoas muito vulneráveis se acreditarem que não podem falhar nunca!

4. Conte histórias de sucesso que enfatizem trabalho duro e o desejo de aprender. Ensine ao seus filhos que o cérebro é uma “máquina de aprendizado” -quanto mais você usá-lo, mais forte ele fica.

Ensine aos seus filhos que eles podem ser tão inteligentes quanto eles quiserem. "

 Uma excelente semana 

Retirado de Tudosobreminhamae.com

09
Abr18

Como “desarmar” a birra de um filho


Maria Oliveira

Hoje deixo-vos um relato de uma mãe que seguiu  uma dica da psicóloga Sally Neuberger sobre lidar com as birras dos filhos  e que achei interessante ; Espero que vos seja util também; 

 " A psicóloga me explicou que precisamos fazer a criança se sentir respeitada, no sentido de darmos valor ao que elas estão sentindo. E assim, na hora de uma crise, seja porque motivo for, uma criança a partir dos 5 anos de idade precisa ser atendida no sentido de pensar e achar a resposta sobre o que está acontecendo com ela. Esta nossa valorização sobre o que ela está passando e ao mesmo tempo o fato de incluí-la na solução da questão desmonta a criação de caso.

De forma mais objetiva: quando um chilique começar – seja porque o braço da boneca saiu do lugar, seja porque está na hora de dormir, seja porque o dever de casa não saiu do jeito que ela queria, seja porque ela não quer fazer uma tarefa – seja o motivo que for, podemos fazer a seguinte pergunta para a criança, olhando nos olhos dela e com bastante calma: “Isto é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

Aqueles momentos pensando a respeito do que está acontecendo à sua volta, sinceramente, pelo menos aqui em casa, se tornaram mágicos. E todas as vezes que faço a pergunta e ela responde, a gente dá um jeito de resolver o problema a partir da percepção dela de onde buscar a solução. Um pequeno, sempre é rápido e tranquilo de resolver. Algum que ela considera médio, muito provavelmente será resolvido mas não na mesma hora e ela vai entender que há coisas que precisam de algum desdobramento para acontecer. Se um problema for grave – e obviamente que grave na cabeça de uma criança não pode ser algo a ser desprezado mesmo que para a gente pareça bobo – talvez seja preciso mais conversa e atenção para ela entender que há coisas que não saem exatamente como a gente quer.

Eu poderia dar vários exemplos onde tenho usado esta perguntinha nos últimos tempos. Um deles foi na hora de escolher a roupa para ir a escola (aqui não tem uniforme) e muitas vezes minha filha faz aquela cena para escolher a roupa, especialmente agora em que é preciso usar roupa de frio. Pra resumir: ela queria uma calça, a preferida dela estava lavando, começou o chororô e eu firme: Alice, isso é um problema grande, médio ou pequeno? Ela, sem graça, olhando para mim, falou baixinho: “Pequeno”. E eu mais uma vez expliquei que já sabíamos que problemas pequenos são fáceis de resolver. Pedi sugestão de como resolveríamos aquele problema pequeno (aprendi que é importante dar tempo para ela pensar e responder) e ela: “Escolhendo outra calça”.  E eu acrescentei: “E você tem mais de uma calça para escolher”. Ela sorriu e foi buscar outra calça. Dei meus parabéns por ela ter resolvido o próprio problema porque, claro, valorizar a solução é uma parte imprescindível para fechar a história.

Eu não acho que existe milagre na criação dos filhos. Outro dia estava pensando o quanto é uma verdadeira saga essa missão de colocar gente no mundo: atravessar todas as fases, trilhar caminhos que às vezes nos fazem cair em emboscadas, ter a humildade de voltar atrás para resgatar outra trilha. Este texto é sinceramente uma vontade grande de compartilhar uma luz que apareceu na minha estrada de mãe e eu espero de coração que sirva pra você também" 

    (Retirado de tudo sobreminhamae.com)

19
Mar18

Disciplinar os filhos - com a C+A+R+I+D+A+D+E


Maria Oliveira

       Quantas vezes , nós pais, agimos erradamente quando queremos impor disciplina aos nossos filhos ? Se o tempo voltasse atrás, quantas coisas eu corrigiria, mas não volta ... e os pais de primeira viagem , então,  devem compreender o que quero dizer ; num segundo e terceiro filho, penso que já somos mais ponderados e pacientes ... Normalmente os primeiros levam com a nossa inexperiência, impaciência, frustração , medo, ansiedade,  .... ; A maioria de nós educa como pode, como sabe, como melhor entende ; Não há que julgar ninguém por isso; Acredito que damos o melhor de nós nessa questão; 

    Um dos desafios constantes que se nos apresentam é sobre que atitude devemos tomar na hora de disciplinar ; Li há dias um pequeno artigo sobre as cartas de  D. João Bosco, grande patrono da juventude  em que  ele estabelece um “sistema preventivo” que dispõe “os alunos/filhos  a obedecerem não por medo, mas por convicção. Onde refere que  a força deve ser excluída , e substituida pela caridade na hora de agir;     E porquê a caridade ?  Porque a CARIDADE, vem de Deus, Porque a sua prática é um notável indicador de elevação moral e porque é a que melhor revela a essência do ser humano , pois se equivale ao amor, à bondade, à indulgência, ao perdão,  à compaixão, à empatia,  ao te colocares no lugar do outro;   Daí ser uma carateristica preciosa, na hora de disciplinar; 

Ficam aqui  alguns  dos seus conselhos :

1) A punição deve ser o último recurso 

Devemos tentar sempre usar da paciência, colocar no lugar do filho, para compreender a birra ; não partir de imediato para a ameaça; tentar aproveitar cada situação para compreender as causas do comportamento  e educar de acordo com as causas; claro que isto em teoria é muito bonito; As vidas agitadas que temos , leva -nos a que muitas vezes partamos logo para a discussão, para a palmada, para a ameaça--- ; Mas se for possivel, dar um clique na mente antes desses nossos comportamentos , quem sabe, também aprendamos algo; 

2) O educador tem que se esforçar para ser amado pelos filhos/ alunos caso deseje obter o seu respeito

É nas palavras e nas nossas ações que revelamos o nosso amor ; só recebemos o que damos; Também por isso deveremos respeitar , sempre que possivel, a personalidade dos filhos, compreender as causas dos comportamentos, escutá- los, parar um pouco, olhar nos olhos.... ; 

3) Correções e punições não devem ser dadas em público ( há exceções , claro, se forem situações graves)

 Supermercados, centros comerciais, festas, eventos públicos... quantas vezes já aguentamos birras tremendas nestas situações e fomos forçados a ter uma atitude  ?  Receamos o julgamento dos outros mas levam -nos ao limite e agimos no momento e em frente a todos ;   Que vergonha, que embaraço para os pais e  uma humilhação para os filhos ; Quando por vezes , as crianças agem por maldade contra outras , como agir? Dar um reprimenda em frente aos colegas ? Bem, não há manual que nos salve, as opiniões divergem,( há quem considere, que se deve agir na hora e momento) mas , continuo a pensar que ,  e colocando- nos do lugar deles, a punição/reprimenda terá melhor efeito se não for em público; 

4) Evitar castigos físicos e violência 

Não sou apologista das palmadas ; Mas sei que muitas vezes, tem os resultados esperados, a nivel comportamental e no momento ; Mas quais serão as consequências , a curto, médio ou longo prazo?  O que irão aprender com a dor física ? Numa próxima vez, retraem-se e não fazem a asneira , mas não haverá outra forma ? Não terá a violência, repercussões negativas no seu desenvolvimento ? Não lhe estaremos a mostrar que  nos descontrolamos , que somos inseguros ? Mas reconheço que mantermos uma imagem de serenidade e segurança, é deveras dificil !

5) As regras de disciplina, bem como as suas respectivas recompensas e punições, devem ficar bem claras para a criança , de modo que  não possa alegar que desconhecia

Todos nós passamos a nossa infância a ouvir: Não faças isto ou aquilo.... ; Olha que se te portas mal, vem o polícia, vem o lobo mau, vem a bruxa, vem não sei quem.... ; Educamos agora também, da forma como nós também fomos, não é verdade ? Alertamos para os perigos disto ou daquilo, pe.,não ponhas os dedos nas tomadas da luz,  mas esquecemos de lhes explicar o que é que isso provoca, as consequências das ações , para que entendam claramente o perigo; "Porta te bem na festa, que a mãe dá- te uma prenda ...; Mas porque motivo, tem que se portar bem, seja onde for ? é isso que tem de ficar bem claro; 

6) Ser exigente nas questões de dever, firme na busca do bem, corajoso na prevenção do mal, mas sempre gentil e prudente 

 A paciência não consiste em tolerar a indisciplina, mas em educar na disciplina com respeito, apesar da tentação de explodir e partir para os gritos, castigos e até para punições físicas. As crianças aprendem mais depressa com o que vêem e assistem do que o que ouvem; A firmeza, a coragem, a gentileza, a confiança dos pais, quando aplicados na disciplina e educação dos filhos , só irá trazer benefícios ; 

7) Não permitir que a sombra da raiva e frustração  escureça o nosso semblante 

    Sempre que possível, devemos deixar transparecer serenidade nas  nossas mentes e no nosso rosto,  não demonstrando o nosso nervosismo , impaciência e fúria ; Há filhos que descobrindo a forma de descontrolar os pais, fazem- no constantemente , por uma questão de atenção talvez, outras pela sensação de vingança contra os pais, sensação essa que terá tendência a crescer, se não for detetada e corrigida; O nosso rosto e muitas vezes o silêncio enfurecido, vale por mil palavras negativas, não é verdade? 

      A paternidade /maternidade é uma benção, uma missão,uma responsabilidade ,uma longa e pesada caminhada..... e quantas vezes nos sentimos meio perdidos nesse caminho; mas que tal usar usar um pouco mais da C+A+R+I+D+A+D+E = Compreensão+Amor+Respeito+Inteligência+Determinação+Alegria+Disponibilidade+ Empatia , com os nossos filhos ? 

Um feliz dia para os Papás do Mundo Inteiro; 

 

08
Fev18

Tenham Filhos ! - Texto maravilhoso


Maria Oliveira

Hoje vou partilhar um texto lindo, que encontrei nao site da ALETEIA , escrito por Bruna Estrela; Maravilhoso; 

"Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse"

“Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4… Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos. Filhos nos fazem seres humanos melhores.

O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho.

Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos… Você tem outras prioridades e só um par de pés.

Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites.

Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico… Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso.

Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade.

Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz.

Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos.

Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)… Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo.

Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm.

Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente.

Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar.

Tenha filhos.

Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida

Amen